A todas as madrugadas
eu pedi a bruma.
Do mar, apenas quis a espuma,
porque o fundo negro era também já meu.
Depois ante os teus olhos feitos de água
cosi uma na outra
e fiz um véu.
Assim já ninguém vê a minha mágoa
que a tenho bem escondida,
assim tapada,
atrás deste adereço que era teu.