Inclino-me numa postura
flectida
Os cabelos,
ainda agora presos,
soltam-se de um modo natural
cobrem-me a curva
da coluna vertebral
Depois escorregadios
tombam
varrem a areia de onde extraio um seixo.
Vejo-o
estendo o braço e deixo
os dedos segurarem também nos cabelos soltos
e puxa-los
como dói!
assim revoltos.
Ao voltar à posição direita
sigo caminho,
aquele mais bonito,
mal o pisando
a vereda estreita.