| Fata Morgana...
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...ou o Claro Obscuro |
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Avalon, 09 Janeiro, 2004
''Morte, a única das minhas aventuras que não comentarei...''
François Mauriac Adoro o Mauriac, que me tem proporcionado muitas horas de excelente leitura. Escolhi esta citação entre muitas, por ser dele e tão verdadeira, e porque quero aqui deixar um poema que escrevi para alguém que decidiu escolher a hora de viver essa tal aventura que fica sem os comentários do protagonista. O poema cumpriu a sua dedicatória... mas muito mais para os que cá ficaram e lhe eram chegados - que eu saiba, evidentemente!... Por isso, hoje estendo-a a todos aqueles que são parentes e amigos dos que tomam a decisão de se ir embora. Ao T. R. Alma decantada embebida em terços A repousar no claustro brando dos silêncios Desata os pulsos dessas ligaduras frouxas E oferece o ar às tuas feridas roxas Deixa-as voar e vê como são belas Olha-as sereno já esquecido delas Fata Morgana Não querendo fazer julgamento algum, quero é deixar também um grito de vida. Isto, para ser fiel a mim mesma. E, para isso, escolhi Voltaire, numa metáfora que me parece perfeita pois dá-nos um imenso sentido de ocupação terna e útil e feliz. ''A vida é uma criança que é preciso embalar até que adormeça'' Voltaire (ou será - até que adormeças?... - emendar Voltaire é UMA OUSADIA!, e a frase fica subvertida, mas a vida não continua?!) Fata Morgana |
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