Conheço essa impressão de coisa esquecida
que volta inesperada
de tão longe
Não a sinto agora, anda afastada
espantei-a com real terror de monge
Mas não é impossível
de repente
num olhar, num cheiro, numa estrada,
(até na estupidez de uma canção!)
os meus esquecimentos
que eram nada
ganharem vida
e eu perder a razão