| Fata Morgana...
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...ou o Claro Obscuro |
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Avalon, 29 Junho, 2008
![]() Vejo a palidez do amanhecer sem ter dormido. Mais um. Baixo as pálpebras, tenho sono mas nenhuma vontade de dormir e esta luz tímida é a minha favorita. Daqui a pouco o sol vai subir e trazer o azul, no céu não restará nada deste tom rosado e líquido, que parece o sangue da noite a diluir-se como se tivesse sido apenas sonho. Os meus lábios permanecem quentes, e o coração enorme no meu peito. Nos olhos, tenho ainda restos de luar. Não, não foi sonho, a noite esteve. Ficou escrita no sempre gelo das minhas mãos brancas, e o gelo guarda. O gelo queima. © Fata Morgana Desconheço a autoria da imagem Avalon, 14 Junho, 2008
![]() Voltar. Num solo executado em passos lentos que acariciam o solo amado, arável para tudo quanto se lhe deseja dar, colher, tornar a dar. Ciclos, círculos de rodopiar em linha recta, sem nunca desfitar o ponto-destino, para não entontecer. A urgência de chegar e o prazer do caminho vagaroso, misturados nos olhos cheios de estrelas! © Fata Morgana
Avalon, 06 Junho, 2008
![]() Sabes, eu sou os pássaros que voam no teu céu, quando os olhas. Desenho-te promessas no azul que lês e canto para ti canções distantes, que não podes ouvir mas suspeitas imediatamente, sabendo que estás certo. O lugar escuro do silêncio que procuras tantas vezes é um esconderijo teu. Nele te refugias para afastar de ti tudo o que é feio e deixas-te ficar oculto até das coisas de que gostas e, tu sabes bem, esse é o lugar das certezas e também sou eu. © Fata Morgana Ilustração de Gustav Doré |
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